Que o fogo e a cruz não sejam suficientes para nos afligir

Em Atos 5.41 tem uma história interessante  “Chamando os apóstolos, açoitaram-nos. E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus” 

O cristão pós-moderno não tem lidado muito bem com esse tipo de situação. Ele tem se debilitado bastante frente aos sofrimentos que lhe abatem a alma diariamente.  Talvez por isso que temos tido exemplares tão fracos de discípulos de Cristo.

Ao meu modo de ver,  as mensagens fáceis e as pregações motivacionais  e o modo excessivo que temos trabalhado nos púlpitos sobre o sucesso individual tem suas parcelas de culpa. O que sem dúvida nenhuma tem produzido um batalhão de gente com pouca profundidade bíblica.

Os cristãos dos primeiros séculos tinham uma visão diferente sobre o sofrimento. Veja por exemplo o que respondeu Inácio, bispo de Antioquia da Síria quando estava sendo advertido pelos irmãos a caminho de Roma.   “Que o fogo e a cruz”, escreveu ele, “que a companhia das feras selvagens, que o quebrar de ossos e o despedaçar de membros, que o moer de todo o corpo, e toda a malícia do diabo venham sobre mim; que assim seja, se tão-somente eu puder ganhar a Cristo Jesus!”. Homens desse estilo hoje são raridades.

Acredito que ver Deus até mesmo nas dores pode nos confortar mais que um milhão de sermões que nos dizem como não sofrer.